segunda-feira, setembro 28, 2009

Cada vez mais desiludido com esta País.

segunda-feira, julho 20, 2009

Os exemplos não morrem

O título diz tudo!

sexta-feira, abril 27, 2007

O MAIOR PORTUGUÊS DE SEMPRE

É certo que a amostra não é significativa. Mas se não é significativa para o Salazar, também não é para o Cunhal.... E não me digam que os Comunistas, com a capacidade de mobilização que têm, não usaram todos os telemóveis ao seu dispôr. Mas o povo, mesmo que seja uma amostra pouco significativa, tem sempre a sua sabedoria. E a eleição dos dois maiores Portugueses, tem lógica. É que Salazar e Cunhal, além de terem em comum o serem adeptos de regimes totalitários - o seu defeito comum - tiveram em comum algumas grandes qualidades. Ambos foram Honestos e ambos foram coerentes e verticais. E o Povo Português tem uma tendência terrível de valorizar o que não tem. Neste caso, políticos coerentes, verticais e honestos.... É este, na minha opinião, o significado da votação de " O maior Português de sempre".

sábado, fevereiro 24, 2007

AJJ OUTRA VEZ II


Quarta-feira, como já disse e comentei numa postagem anterior, o tema da crónica da ultima página, de Helena Matos, foi AJJ.


Quinta-feira, um historiador de nome Rui Tavares, dedica, também na ultima página, a outra vez a AJJ, um artigo intitulado "A política de intimidação", que transcrevo, e cuja justiça de avaliação, deixo aos que com ele privam.

A POLÌTICA DA INTIMIDAÇÃO
E eis que em pleno Carnaval - apropriadamente - Alberto João Jardim se demitiu de chefe do Governo Regional da Madeira para logo se voltar a candidatar ao mesmo cargo. Implicitamente, admitiu que a realidade política em que ele se movia mudou de forma radical. Explicitamente, a mensagem que quer fazer passar é a de que só admite jogar segundo as suas próprias regras. Vejamos cada um dos aspectos. Alberto João Jardim não é um brutamontes agressivo que diz tudo o que lhe passa pela cabeça. Alberto João Jardim apenas parece um brutamontes agressivo que diz tudo o que lhe passa pela cabeça. Essa imagem é crucial para os seus intentos. Nos intervalos, Alberto João Jardim pode ser manobrista, sedutor, surpreendente, um encanto de pessoa. Esta versatilidade permitiu-lhe sempre navegar na política nacional, com algum risco é certo, mas dividendos incomparáveis. Entalou os políticos nacionais e comprou o consenso dos madeirenses. Governou uma região como quis, com os recursos que quis, durante o tempo que quis. Nenhum outro político português se pode gabar do mesmo. Subitamente tudo mudou. Sócrates foi eleito não apenas com maioria absoluta, mas uma maioria absoluta que dispensa os votos madeirenses. Não só Sócrates não precisava de Alberto João, como nem precisa de se preocupar com a eventualidade de vir a precisar. Foi aí que a arte da intimidação, em que Alberto João Jardim se especializara, deixou de funcionar. Em que consiste a arte da intimidação? Em deixar os outros permanentemente suspensos, receosos das nossas atitudes. Tudo em Alberto João Jardim, desde a linguagem corporal à retórica, denuncia alguém que se compraz em meter medo aos outros. Quando Alberto João se "porta mal", pode enxovalhar, insultar, ameaçar. Quando Alberto João se "porta bem", o que faz nos intervalos, sorri, brinca, lisonjeia. Mas mesmo aí os seus interlocutores continuam encolhidos, à espera da pancada. Alberto João Jardim manipula-os, prolongando o gozo, deixando-os na ignorância de quando virá o próximo acesso de agressividade criteriosamente gerido e encenado. Por isso os madeirenses que o rejeitam se calam em público e os que o apoiam o louvam o mais que podem. Por isso os líderes do PSD vão à Madeira a medo, receando que ele lhes prepare alguma surpresa. Por isso os jornalistas nunca o confrontam, com receio de desencadear uma fúria. Se ele estiver virado do avesso, salve-se quem puder. Se ele estiver um doce, pior ainda: não se pode relaxar. Esta manha permite-lhe ocultar algumas coisas. Na verdade, já acabou o tempo em que o estilo de Alberto João Jardim beneficiava a Madeira; hoje em dia Alberto João é um peso morto que perdeu a batalha das finanças regionais, não tem amigos nem aliados, não consegue sair de cena por cima. Na verdade, Alberto João Jardim apresenta os continentais como ladrões e os seus rivais madeirenses como traidores precisamente para ocultar que ele, hoje, prejudica mais do que auxilia. Na verdade, a Madeira teria a ganhar em ver-se livre de Alberto João. Na verdade, só há uma maneira de enfrentar a política da intimidação: não se deixar intimidar. Historiador.Rui Tavares - Publico - 22.02.2007

Sexta-feira, outra vez na ultima página, Vasco Pulido Valente dedica a AJJ o seu artigo. Transcrevemos o texto e, imaginamos que o cronista que deve gostar do político madeirense, pois só usa uma pequena parte da sua usual capacidade de ser mordaz.
OS PLANOS DE JARDIM

A Madeira era uma das regiões mais pobres de Portugal, é hoje uma das regiões mais ricas: 75 por cento do rendimento per capita da "Europa". Era uma ilha ignorada do Atlântico, é hoje um centro de turismo de luxo e uma "zona franca". Não pesava em Lisboa, agora pesa. O Funchal tem um ar cosmopolita e "moderno". Os jornais chegam de Inglaterra com um dia de atraso. As comunicações melhoraram dramaticamente. E o Nacional e o Marítimo jogam na I Liga. Calculo que os madeirenses se interessem pouco ou nada pelos métodos de Jardim, que os tiraram do isolamento e da miséria, como calculo que Jardim não se embaraçasse com escrúpulos para fazer o que fez.Na essência, Jardim usou o poder do Governo regional para extrair a Lisboa, através do PSD, e à "Europa", através de Lisboa, todo o dinheiro que podia e merecia e até o que não podia, nem merecia. E, a seguir, num sítio tão pequeno e com recursos próprios tão limitados, em que a sociedade tendia naturalmente a depender do Estado, não lhe foi difícil estabelecer uma espécie de regime populista e autoritário, e pôr à margem a oposição. Os madeirenses votavam em quem lhes dava emprego, electricidade, estradas, saneamento básico, habitação e Jardim nunca permitiu, na prática, que se discutisse a bondade, que lhe parecia óbvia, da sua polícia. Subsidiava a parte relevante da imprensa, controlava a televisão e a rádio. O número cómico do Jardim inconveniente e vociferante nunca passou de uma diversão para esconder o que ele de facto queria de Lisboa: ou seja, que pagasse a conta e não interferisse.Aestratégia de Jardim implicava (e continua a implicar) um conflito constante com o "colonialismo do continente". Mas, como se compreenderá, o "continente" só verdadeiramente o prejudica, se uma maioria absoluta, em absoluto, dispensa os deputados da Madeira. Quando soube os resultados da eleição de 1980, Sá Carneiro comentou: "Até que enfim que me vi livre desse...". Jardim também sempre detestou Cavaco. E Sócrates, para ele, não é menos do que anti-Cristo. Por detrás da eleição que se anuncia não está um cálculo mesquinho, como por aí se julga. Jardim perdeu a esperança em Lisboa e precisa de uma legitimidade esmagadora para uma operação de outro calibre: a de renegociar os termos da autonomia. Não prepara uma manobra táctica, prepara um terramoto. Vasco Pulido Velente - Publico -23.02.2007


E Socrates esfrega as mãos de contente...... mais três crónicas em que o Primeiro Ministro e o seu Governo passam ao lado... e não fossem os dados do desemprego e da recuperação económica serem mesmo catastróficos... e tudo continuaria a correr de feição para estes governantes socialistas de direita.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

AJJ e SÓCRATES

“Devemos ser modestos e lembrar-nos de que os outros são inferiores a nós." Oscar Wilde
Helena Matos - na edição do Público de hoje diz:
"Alberto João Jardim resolveu demitir-se não propriamente por ter razão – e na Lei das Finanças Regionais tem alguma –, mas sobretudo porque de uma assentada mata vários coelhos. Na campanha que se avizinha, é provável que o PS local fi que reduzido a uma pálida sombra da sombra que já é. Simultaneamente, refreia os entusiasmos daqueles que já se viam seus sucessores. E, sobretudo, garante a sua presença na política activa até 2011, o que quer dizer que se fará ouvir nas próximas presidenciais, autárquicas, legislativas e ainda na revisão constitucional. Mas, para além dessas, outra razão existe: Alberto João tem pela primeira vez em Lisboa alguém com quem se identifi ca. Tirem o ar
boçal e alguns anos a Alberto João, vistam-no melhor, anulem--lhe o sotaque e eis o que sobra:um homem que detesta que o confrontem e um líder que gosta dese ver como um animal feroz. Ou seja, José Sócrates, um homem que, como Jardim, é feito pelo poder. Não se imagina Alberto João a fazer oposição, arrastando-se anos pelo Parlamento, fosse ele regional ou nacional. Quanto a José Sócrates, convém recordar que não só foi um mau líder de oposição como apenas ganhou as eleições porque Santana as perdeu. Mas o poder deu-lhe o carisma que não tinha. Afinal, o exercício do poder que desgasta os outros líderes é o que dá forma e estrutura a homens como Sócrates e Jardim."

Clarividente como é hábito e sem complexos que toldem a sua visão, ao contrário de alguns seus colegas, mesmo na Madeira, Helena Matos foi certeira. Jardim e Sócrates são muito parecidos, não só no bom como no mau. E a diferença entre a Madeira e o Continente é essencialmente reflexo de AJJ estar no poder hà trinta anos e JS ter chegado hà dois anos. A Madeira teve um rumo, discorde-se ou não do mesmo, mas teve um rumo. Portugal teve vários rumos e infelizmente teve largos períodos sem rumo, o que também prejudicou a Madeira, diga-se. Desçam à terra e reconheçamos como foi possível este País ter tido primeiro-ministros como Vasco Gonçalves, Pinheiro de Azevedo e Pedro Santana Lopes. Já pensaram como foi possível este País ter sido governado, durante tanto tempo, pela hesitação constante do Eng. Guterres e pela superficialidade leviana do Dr. Mário Soares? Façam as contas e somem os anos que estes 5 senhores tiveram no comando deste nosso País e verão que infelizmente mais de metade do tempo desde o 25 de Abril, foi a andar às voltas e para trás. É por isso que apesar de discordar em algumas matérias do Dr. AJJ e de não cheirar o Eng. Sócrates, tenho que reconhecer que a Madeira e Portugal precisam de homens que tenham rumo, mesmo que não seja o meu rumo, o importante é tê-lo.Só é preciso que eles se entendam, podem publicamente continuar em ruptura, pois é vantajoso para ambos, mas nos bastidores eles têm que se entender. E o Prof. Cavaco está em situação ideal para isso.

domingo, fevereiro 18, 2007

EU, O AUTOR

ESTE SOU EU.
Bem sei que deveria ser nas primeiras postagens. Mas vivendo e aprendendo. E ainda por cima a fotografia está desactualizada, pois a barba já era. Mas é suficientemente clara para me ficarem a conhecer.
O porque de dar a cara? É que vou dizer muito mal e portanto é sempre bom dar a cara.
E por hoje é tudo. É que ainda não me fartei da sapiência do Prof. Martelo. Apesar de ser muita!

MAIS UNS ESCANDALOS EM AGUAS DE BACALHAU

ESCÂNDALO 1
Inside trading na OPA ao BPI! Nos dias que antecederam a OPA há compras excessivas e mais valias anormais. Inspiração dos investidores. Aposto que tudo ficará na mesma.

ESCÂNDALO 2
O BCP diz que foi forçado a consultar uma empresa multinacional a conselho a AdC. E, coincidência, um alto quadro da Autoridade da Concorrência trabalhou para essa consultora. Esta Autoridade desmente. E claro o BCP dá o dito por não dito. E O Publico publica o desmentido, e reafirma discretamente. E nada será provado. Claro que a recomendação não foi escrita, nem gravada. Estranho? Afinal a AdC não é uma espécie de arbitro?

sábado, fevereiro 17, 2007

INDIGNAÇÃO I.
Voltei. Uns tempos depois. Para reafirmar que sou contra o sistema. Para lutar que este País não seja o que políticos e jornalistas o fazem parecer. Para mostrar a minha indignação com a justiça deste País. O meu repúdio contra os silêncios coniventes da comunicação social e dos grandes responsáveis deste País. Outra vez o caso Casa Pia. Já não bastava tudo o que já se passou. O desrespeito do então PR - Jorge Sampaio - que apelou a uma resposta sobre o envelope nove, com os resultados que se sabem. E novo PR condecorou aquele que não ligou aos apelos do seu antecessor. E os líderes dos advogados das vítimas vão abandonando essa liderança, com desculpas, ou melhor sem desculpas. Primeiro foi o Dr. Proença de Carvalho, agora o Dr. Barreiros. E já vão três. A comunicação social dá a notícia discretamente, o PGR assobia olhando para o lado... e tudo continua na mesma, distraidos, ora com o aborto, ora com o Carnaval, num exercício de prestigiditação que o Eng. Socrates executa maravilhosamente. Com a mão esquerda distrai-nos com o aborto e com a direita vai fazendo o impopular e controlando a comunicação social tornado discretas as notícias que deveriam ser escandalosas.